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09.06.2020
12 Minuten
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distinção entre gênero social e gramatical na Língua Portuguesa
Gênero é uma categoria linguística inerente aos substantivos, mas
em apenas um subconjunto desses substantivos está relacionado a
"sexo”. Nos últimos tempos, vem se disseminando a tese da
proposição de um suposto gênero neutro na língua portuguesa. O tema
é complexo, ainda mais quando se ignoram questões caras para a
ciência linguística, como a distinção entre gênero social e gênero
gramatical, a função da escrita enquanto sistema representacional
que se relaciona com a fala e, mais do que tudo isso, a
dinamicidade em se tratando de línguas naturais. Para exemplificar,
recuperamos os argumentos apresentados em artigo publicado no
caderno PrOA de 4 de outubro, em que a historiadora Ana Maria
Colling defende o uso de caracteres, @ ou x, para conferir às
palavras um gênero não marcado. A distinção de gênero em português
seria sexista e reproduziria preconceitos de gênero ao
desqualificar um dos pares. Segundo o artigo, formas como "todos" e
"eles" se referem apenas aos homens. Não se reconhece ali,
portanto, que o gênero masculino simplesmente coincide com o não
marcado, isto é, o gênero que inclui tanto o masculino quanto o
feminino. O texto apresenta também algumas soluções para chegar à
linguagem sexualmente neutra. Uma delas seria seguir o exemplo do
Colégio Pedro II e colocar x no lugar de a e o. Uma solução
que só funciona na língua escrita, já que na fala esses x são
impronunciáveis. Outra, seria usar de torneios de linguagem,
evitando os pronomes flexionados; por exemplo, em vez de dizer "boa
tarde a todos", usar "boa tarde a todas as pessoas". O fato de essa
expressão substituta empregar "todas" e "as" não é visto como um
problema. Conceito de identidade de gênero enfrenta novas
resistências O empenho para "higienizar" a língua de seu suposto
preconceito é tanto que "@" é empregado até em sintagmas como
"pessoas agredid@s", esquecendo que, no caso de "agredidas", o
gênero é determinado por concordância, assim como seria em
"indivíduos agredidos". Veja que a questão não é de uma norma
externa, ditada por uma gramática prescritiva. Embora os falantes
do português nem sempre realizem a concordância, nenhum falante do
português diria "pessoas agredidos". Algumas observações das
pesquisas linguísticas podem ajudar a esclarecer essas confusões.
Em primeiro lugar, é preciso dizer que nem todas as línguas têm
gênero. Por exemplo, o guarani não distingue gênero em substantivos
e pronomes. Outras línguas têm gênero, mas não relacionado à
categoria semântica "sexo" e sim a categorias como
"animado/inanimado", ou "humano/não humano" (por exemplo, as
línguas sul-americanas Macuxi e Hixkariana). Frise-se que o próprio
termo "gênero" vem do latim "genus" e significava originalmente
"tipo", "espécie". (CHARACTER LIMIT) More in:
https://gauchazh.clicrbs.com.br/porto-alegre/noticia/2015/12/por-que-a-distincao-entre-genero-social-e-gramatical-na-lingua-portuguesa-e-necessaria-ao-idioma-4928930.html
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21.05.2020
5 Minuten
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Literatura de Cordel
Literatura de Cordel é uma literatura
popular, feita com base na cultura popular, em relatos da
tradição oral. Ilustradas com técnica de xilogravuras, as obras
eram impressas em folhetins de produção barata, sendo destinadas
ao grande público. Teve grande preponderância no nordeste
brasileiro.
O nome literatura de cordel tem sua origem em Portugal, onde os
livros eram vendidos pendurados em cordéis, ou seja, fios de
barbante. As cantigas dos trovadores medievais, que transmitiam
notícias através de versos, estão na base da literatura de
cordel.
Características da literatura de cordel
Utilizavam uma linguagem informal, com rimas fáceis de cantar
e decorar.
Relatavam temas cotidianos, históricos e religiosos, bem como
lendas do folclore brasileiro.
Falavam sobre o relacionamento entre as pessoas, quer
amoroso, quer social.
Faziam críticas sociais e políticas, recorrendo ao humor,
sarcasmo e ironia.
Os autores exprimiam suas opiniões nas suas obras.
Autores de literatura de cordel
Leandro Gomes de Barros;
Francisco das Chagas Batista;
João Martins de Athayde;
Cuíca de Santo Amaro;
Apolônio Alves dos Santos;
Firmino Teixeira do Amaral;
João Ferreira de Lima.
Obras de literatura de cordel
A seca do Ceará, de Leandro Gomes de Barros;
O Justiceiro do Norte, de Rouxinol do Rinaré;
Epopeia do Boi Corisco, de José Vidal dos Santos;
O cachorro dos mortos, de Leandro Gomes de Barros;
História das Sete Cidades da Serra da Ibiapaba-Ce, de
Apolônio Alves dos Santos;
Peleja de Pinto com Milanês, de Severino Milanês da Silva;
A história emocionante de Celeste e Bitião, de Gonçalo F. da
Silva;
Antônio Silvino, o Rei dos Cangaceiros, de Leandro Gomes de
Barros.
Poesia de cordel
E Tudo Vem a Ser Nada
Tanta riqueza inserida
Por tanta gente orgulhosa
Se julgando poderosa
No curto espaço da vida
Oh! que idéia perdida
Oh! que mente tão errada
Dessa gente que enlevada
Nessa fingida grandeza
Junta montões de riqueza
E tudo vem a ser nada
[...]
(Silvino Pirauá)
A Discussão do Carioca com o Pau-de-Arara
[...]
Certo dia feriado
sendo o primeiro do mês
fui tomar uma cerveja
no bar de um português
lá assisti uma cena
agora pego na pena
para contar pra vocês
Quando eu estava sentado
chegou nessa ocasião
um velho pernambucano
daqueles lá do sertão
com a maior ligeireza
foi se sentando na mesa
pediu uma refeição
O português logo trouxe
um prato grande sortido
o nortista vendo aquilo
ficou logo enfurecido
com um gesto carrancudo
começou mexendo tudo
depois falou constrangido
Patrício não me leve a mal
nem me queira achar ruim
toda espécie de comida
que você tem é assim?
desculpe minha expressão
mas a sua refeição
não vai servir para mim
[...]
(Apolônio Alves dos Santos)
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13.05.2020
8 Minuten
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Brasília, a capital do Brasil
A cidade de Brasília, é a atual e 3ª (terceira) capital do
Brasil, foi inaugura no dia 21 de abril de 1960. A ideia de
construir uma nova capital partiu do presidente Juscelino
Kubitschek (o JK), que queria povoar o centro do Brasil e também
deixar a capital longe de possíveis ataques marítimos.
50 anos em 5:
O presidente JK tinha um lema que era “50 anos em 5”; ou seja,
ele pretendia fazer o Brasil crescer em apenas 5 anos (tempo de
duração de seu mandato) o que cresceria em 50 anos. Para isso,
ele tomou várias medidas, como a construção de estradas, abertura
de indústrias de carro e eletrodomésticos (fogão, geladeira etc)
e investimento em energia elétrica. Mas, com certeza, a “cereja
do bolo”, isto é, a meta mais ambiciosa de Juscelino era a
construção de Brasília.
Em 1956, o governo lançou um concurso para escolher o melhor
projeto para a construção de Brasília. O ganhador foi o urbanista
Lúcio Costa, que desenhou Brasília com a forma de avião e que deu
o nome de Plano Piloto. Para concretizar o projeto, foi chamado o
arquiteto Oscar Niemeyer. Com os desenhos dos principais prédios
prontos, trabalhadores vindos de várias regiões do Brasil,
principalmente do Nordeste, começaram a construção de Brasília.
No dia 21 de abril de 1960, estava pronta a terceira capital do
Brasil.
Hoje, as decisões políticas mais importantes do País acontecem em
Brasília, nos três poderes: Executivo, Legislativo e Judiciário.
Terceira capital? E quais foram as outras?
O Brasil já trocou de capital três vezes! A primeira foi
Salvador, na Bahia. A cidade foi fundada em 1549 por Tomé de
Souza, um português enviado ao Brasil para ser o primeiro
governador-geral do País. Na época, o Brasil ainda fazia parte de
Portugal. Os prédios de Salvador imitavam os prédios das grandes
cidades portuguesas, como Porto e Lisboa (capital de Portugal).
Ouro e nova capital
Por volta de 1700, descobriram ouro na região Sudeste. Com isso,
várias pessoas começaram a migrar para as cidades da região,
principalmente para o Rio de Janeiro. Porém, a grande riqueza da
região causou a cobiça de outros países. Em 1711, uma esquadra
com 17 navios e 6 mil homens franceses invadiu o Rio de Janeiro e
levaram tudo! Com medo de novos roubos, o governo português
decidiu, em 1793, transferir a capital de Salvador para o Rio de
Janeiro - para poder tomar conta da cidade mais de perto e evitar
novas invasões.
Em 1808, chega ao Brasil a corte portuguesa comandada por Dom
João. Esse fato ajudou o Rio a se modernizar e se consolidar como
coração (político, econômico e cultural) do Brasil. Porém, já
nesse período, José Bonifácio de Andrade defendia que o Brasil
deveria ter uma capital no interior do País para garantir a
segurança da corte contra possíveis ataques marítimos.
No entanto, esse desejo só foi realizado mais de cem anos depois,
com a inauguração da moderna Brasília.
Capital estrangeira
Os portugueses chegaram aqui em 1500. Salvador, primeira capital
do Brasil, só foi inaugurada em 1549, ou seja, muitos anos depois
da chegada dos portugueses. Nesse período, como fazia parte do
império português, a capital do Brasil ficava na cidade de
Lisboa, lá em Portugal!
More: in:
https://www.ebc.com.br/infantil/voce-sabia/2014/07/brasilia-e-a-terceira-capital-do-brasil
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13.05.2020
5 Minuten
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PEGANDO UM ÔNIBUS
Hoje vamos aprender expressões que podem ser utilizadas quando
você precisa pegar um ônibus:
1 – Pegar um ônibus. – Take a bus.
2 – Entrar no ônibus. – Get on the bus.
3 – Descer do ônibus. – Get off the bus.
4– Horários dos ônibus. – Bus schedule.
5 – Andar de ônibus. – Ride the bus.
6 – Ele pega o ônibus escolar para ir à (para a) escola. – He
takes the school bus to go to school.
7 – Ele pega um ônibus (qualquer ) para ir à (para a) escola. –
He takes a bus to go to school.
8 – Passagem de ônibus. / Bilhete de ônibus – Bus ticket.
9 – Passagem de ida. – One way ticket.
10 – Passagem de ida e de volta. – Round trip.
11 – Passe de ônibus / Bilhete de ônibus – Bus pass.
12 – Transferência livre. / Integração(De ônibus para ônibus.) –
Free transfer.
13 – Estacione e pegue o ônibus. – Park and ride.
14 – Onde é a estação de ônibus? – Where is the bus station?
15 – A estação de ônibus é logo ali. – The bus station is over
there.
16 – Onde posso comprar uma passagem? – Where can I buy a ticket?
* – Você pode comprar naquela janela. / Você pode comprar naquele
guinche. – You can buy it at that window.
17 – Eu preciso de uma passagem para Ribeirão Preto, por favor? –
I need a ticket to Ribeirão Preto, please?
18 – Quanto é a passagem? / Quanto custa (a passagem)? – How much
is the ticket? / How much is it?
19 – A que horas sai o ônibus? What time does the bus leave? –
*O ônibus sai às dez da manhã. – The bus leaves at ten (10) AM.
20 – Que horas sairá o primeiro ônibus? – What time is the first
bus?
O primeiro ônibus sairá às seis da manhã. – The first bus is at
six (6) AM.
21 – Que horas passa o último ônibus? – What time is the last
bus?
O último ônibus passa às oito da noite. – The last bus is at
eight (8:00) PM .
22 – Quando vai passar o próximo ônibus? – When is the next bus?
O próximo ônibus vai passar em quinze minutos. – The next bus is
in fifteen minutes.
FALANDO COM O MOTORISTA –TALKING TO THE DRIVER
23 – Eu preciso ir para o aeroporto. – I need to go to the
airport.
24 – Você pode me avisar quando chegarmos próximo ao Museu? – Can
you tell me when we get close to the Museum?
25 – Eu quero descer em São Paulo(Nome de uma cidade). – I want
to get off in (City).
26 – Eu quero descer aqui, por favor. – I want to get off here.
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13.05.2020
7 Minuten
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Viagens de ônibus no Brasil estão entre as mais demoradas do
mundo
Estudo global avaliou a duração de viagens em transportes
públicos de 99 metrópoles de 25 países. As viagens de ônibus em
algumas cidades brasileiras estão entre as mais demoradas do
mundo.
Isso é o que mostra levantamento realizado pela empresa de
aplicativos de transporte público Moovit, divulgado nesta
quarta-feira (15/1). O Rio de Janeiro aparece em 3º lugar num
ranking que inclui 99 cidades de 25 países. Brasília é a 11ª onde
os passageiros ficam mais tempo nos ônibus.
A capital da Turquia, Istambul (Ops! Ankara is the
capital! Sorry!), , fica em primeiro lugar com 1 hora e
11 minutos de tempo médio de deslocamento por ônibus. A Cidade do
México fica em segundo com 1 hora e 9 minutos. No Rio de Janeiro,
segundo o estudo, passageiros ficam, em média, 1 hora e 7 minutos
dentro do ônibus.
A capital federal, além de aparecer no cenário global em 11º
lugar, com viagens de 1 hora e 1 minuto, teve recentemente um
ajuste nas passagens de ônibus que deixou vários brasilienses
revoltados.
As tarifas passaram de R$ 2,50 (circular interno) para R$ 2,85.
Ligações curtas de R$ 3,50 para R$ 3,85. Metrô, ligações longas e
integração, de R$ 5,00 para R$ 5,50.
Para a doutora em transporte público pela Universidade de
Brasília, Adriana Modesto, o estudo sobre a duração do tempo de
viagem pecou em não levar em consideração uma distância precisa.
Para ela, para se ter um melhor diagnóstico da duração, seria
melhor que tivessem feito esse cálculo para se chegar a uma
solução.
Dez regiões metropolitanas brasileiras fazem parte do relatório
feito pela Moovit. Depois do Rio, Recife (PE) fica em segundo com
1 hora e dois minutos. A maior cidade do Brasil, São Paulo, fica
em terceiro com o mesmo tempo dos pernambucanos. Brasília fica em
quarto. Belo Horizonte (1 hora), sendo seguida por Salvador (55
minutos), Curitiba (54 minutos), Fortaleza (53 minutos), Campinas
(SP, com 51 minutos) e Porto Alegre (46 minutos).
Além de ter o maior tempo de viagem, o Rio de Janeiro apresenta o
maior percentual de pessoas que levam entre uma e duas horas para
fazer uma viagem longa. Segundo o estudo, são 36%. Em seguida,
são 34,26% dos brasilienses ficam na mesma situação. E 5,1% mais
de duas horas. O tempo médio de espera em uma parada de ônibus na
capital federal é de 23 minutos, ficando em segundo lugar no
Brasil. Em Recife, que ficou em primeiro, é de 24 minutos.
O estudo ainda mostra que em Brasília, cerca de 27% dos usuários
percorrem mais de 1km no trajeto que engloba caminhada até a
parada de ônibus/estação nas baldeações até o destino final. Os
dados possuem os mesmos percentuais de Lisboa (Portugal). E menor
que Nova York (25%), Curitiba (22%), Campinas (20%) e Recife
(19%).
Mais da metade dos brasilienses fazem duas baldeações por viagem.
O estudo revela que são 53%. Outros 11% fazem três ou mais
trocas. Nesse aspecto, Brasília surge em segundo lugar. A
distância média das viagens gira em torno de 14,29km. Sendo
assim, Brasília é a primeira cidade brasileira a aparecer na
categoria.
More in:
https://www.correiobraziliense.com.br/app/noticia/brasil/2020/01/15/interna-brasil,820614/viagens-de-onibus-no-brasil-estao-entre-as-mais-demoradas-do-mundo.shtml
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travel to Brazil, and people start speaking to you in their native
tongue. No matter how well you know our grammar or how correct your
spelling is, to understand a person speaking a language at any
pace, can be a challenge if you don't get the chance to practice.
Here you have the opportunity to listen very clear and slow
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