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Radiofobia! https://cursodepodcast.com.brPor que é mais fácil
provar que alguém cometeu um crime do que provar que alguém não
cometeu?Nesse episódio do Hora Boa, Alberto e João recebem de
volta o professor Túlio Vianna — doutor em Bolonha, professor da
UFMG e advogado criminalista — pra falar sobre um problema que o
brasileiro adora ignorar: o Judiciário também erra, e erra muito.
A gente reclama da saúde pública, reclama da educação pública,
mas trata toda condenação como se fosse infalível. Não é.A
conversa passa pela mecânica real de como um inocente é
condenado: reconhecimento fotográfico duvidoso, memória que não é
uma fita de vídeo (é um quebra-cabeça remontado toda vez que você
lembra), e um sistema que, na dúvida, deveria sempre absolver —
mas na prática pune pra agradar a opinião pública. Túlio conta o
caso real de uma mulher que reconheceu, com certeza absoluta, o
rosto do homem que a estuprou. Anos depois, o DNA provou que era
outra pessoa — o verdadeiro rosto que ela reconhecera era o do
bilheteiro que vendia sua passagem de metrô todo dia.Mas o papo
vai muito além disso. Túlio também conta, em primeira mão, um
caso que ele mesmo advogou: duas mães foram presas porque as
próprias filhas adotivas — querendo se livrar delas — inventaram
uma denúncia de trabalho forçado e tortura. E revela um detalhe
que ninguém espera: em algum fórum do Brasil, agora mesmo, um
aluno de estágio de faculdade pode estar decidindo sozinho se
alguém vai ou não pra cadeia.A conversa passa por: por que "quem
não deve, não teme" é a frase mais perigosa do senso comum
jurídico discricionariedade x arbitrariedade do juiz — e por que
os tribunais superiores raramente corrigem isso reconhecimento
fotográfico, viés racial e memória falsa o caso real da vítima
que reconheceu o bilheteiro do metrô como seu estuprador o caso
Escola Base e como uma prisão de ventre virou acusação de abuso
sexual coletivo alienação parental, laudo psicológico induzido e
o "telefone sem fio" dentro da sala de audiência o caso das duas
mães presas por uma acusação forjada pelas próprias filhas
adotivas por que a revisão criminal é quase impossível depois
que a condenação transita em julgado "Exposed" nas redes sociais
e o linchamento sem direito de defesaNo fim, a pergunta que fica:
numa sociedade que já não confia na saúde nem na educação
públicas, por que confiamos tanto assim na Justiça?Entre citação
de jurista marxista, caso real emocionante e um estagiário
decidindo prisão preventiva sozinho, esse talvez seja o episódio
mais desconfortável que você vai assistir esse mês. Seja membro
do canal e ajude o Hora Boa a continuar existindo. Comente aqui:
você confia no Judiciário brasileiro tanto quanto confia na saúde
e na educação pública? E a pergunta que fica: você saberia provar
que não fez algo que nunca aconteceu?Busque
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