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No episódio de hoje, fazemos uma retrospectiva abrangente de 2025,
um ano marcado pela centralidade dos Estados Unidos sob a
presidência de Donald Trump. O governo americano adotou uma
política externa mais confrontacional, com tarifaços, pressão sobre
aliados, uso político do comércio exterior e questionamentos
abertos ao multilateralismo tradicional e ao compromisso com a
OTAN. Trump buscou encerrar a guerra da Ucrânia a partir de
negociações diretas com Vladimir Putin, apresentou o plano de 28
pontos e pressionou Kiev a aceitar amplas concessões territoriais,
deixando a Europa fora do centro das decisões e fortalecendo
diplomaticamente a Rússia. Ao mesmo tempo, Washington intensificou
sua atuação no Oriente Médio, com um acordo sobre Gaza, ataques ao
Irã e uma relação pragmática com líderes autoritários, além de
ampliar a pressão sobre a América Latina, especialmente Colômbia,
Venezuela e Brasil. Internamente, 2025 foi marcado por tensões
institucionais, atritos com o Judiciário, uma relação ambígua com
Big Techs e inteligência artificial e um dólar mais fraco, com
impactos globais relevantes.
Na Europa, o ano foi de dificuldades estruturais e perda de
protagonismo estratégico. O continente ficou escanteado nas
negociações sobre a Ucrânia, enfrentou menor comprometimento dos
EUA com a segurança coletiva e respondeu com aumento dos gastos
militares e um debate crescente sobre autonomia estratégica. A
estagnação econômica persistiu, crises políticas se sucederam e o
avanço da extrema direita ganhou força em diversos países, ao mesmo
tempo em que o acordo União Europeia Mercosul permaneceu
paralisado. Na França, a fragilidade da maioria parlamentar
dificultou a sustentação de governos, com sucessivas trocas de
primeiro-ministro, protestos sociais contínuos e pressão fiscal
elevada. Na Alemanha, Friedrich Merz enfrentou queda de
popularidade, economia estagnada, debates sobre imigração e uma
crise de liderança no eixo franco-alemão, enquanto outros países
europeus tentaram ocupar espaços de influência.
O episódio também revisita os principais movimentos globais de
2025, com destaque para a desaceleração da China, a crise
prolongada do setor imobiliário, as tensões comerciais com os EUA,
a pressão sobre Taiwan e a ampliação da presença chinesa no Sul
Global. A economia internacional foi marcada pelo retorno do
protecionismo, pela fragmentação do comércio, cadeias produtivas
mais curtas, valorização do ouro como ativo de proteção e pela
inteligência artificial como novo eixo de disputa geopolítica. Na
América do Sul, houve reconfiguração ideológica, com perda de
espaço da esquerda, a eleição de José Antonio Kast no Chile,
Rodrigo Paz na Bolívia, maior alinhamento com Washington e
enfraquecimento de projetos regionais, em meio a pressão social e
instabilidade política. Encerramos a retrospectiva com África e
Oriente Médio, destacando a guerra civil no Sudão, a estabilidade
relativa do Benin em um Sahel instável, a recorrente fragilidade
institucional da Guiné-Bissau e o rearranjo regional no Oriente
Médio, marcado pela pressão sobre o Irã, cautela e protagonismo
saudita e a fragilidade dos cessar-fogos.
#Retrospectiva2025 #Geopolítica #EconomiaGlobal #EstadosUnidos
#SistemaInternacional
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