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Livro de Meditações de Marcus Aurélius - Livro IX Parte 7/10 No
nono Livro de Meditações de Marco Aurélio, somos guiados por
reflexões sobre a natureza cíclica do mundo e a inevitabilidade
da mudança. O autor explora diferentes perspectivas, questionando
se a inteligência do universo age por impulsos individuais ou por
um impulso único, deixando-nos com a conclusão de que, seja qual
for a verdade, devemos aceitar os desígnios do universo. Marco
Aurélio encoraja a não pautar a vida pelo acaso e a desprezar o
que é perecível, reconhecendo a efemeridade das coisas. Ele
critica a superficialidade daqueles que se envolvem em política
sem compreender a torrente da causa universal que arrasta todas
as coisas. Leia esse trecho: 28. Os ciclos do mundo são sempre
similares, de alto a baixo, século após século. Ou a inteligência
do universo age por um impulso em cada ato de vontade – e, se é
assim, você deve acolher os seus desígnios –; ou teve um impulso
único, derivando o resto por via da consequência [do impulso
inicial], de modo que uma coisa contém a outra; ou, ainda, os
átomos indivisíveis são a origem de todas as coisas. Em suma, se
há um Criador, tudo está bem; se reina o acaso, que você ao menos
não paute a sua vida por ele. Em pouco tempo, a terra nos cobrirá
a todos; depois, por sua vez, ela se transmutará e o resultado,
por sua vez, se transmutará indefinidamente e o novo resultado,
por sua vez, se transmutará indefinidamente. Devido a tudo isso,
considerando tantas ondas de transformações e mutações, assim
como a velocidade com que elas se sucedem, nós aprendemos a
desprezar tudo o que é perecível [e transitório]. 29. A causa
universal é uma torrente que arrasta consigo todas as coisas.
Quão rasas são as almas desses homens que brincam de fazer
política, e imaginam governar como se fossem grandes filósofos!
Pobres patetas. Homem, trata de fazer agora a vontade da sua
natureza, indiferente ao que os outros sabem ou deixam de saber.
Não espere pela República de Platão, mas se contente com qualquer
progresso, por menor que seja, considerando que já é alguma
proeza tê-lo conseguido. Quem, no entanto, consegue modificar a
opinião dos homens? E, sem modificar os seus princípios, o que
poderá ser deles, senão serviçais resmungões que fingem
obediência? Bem, continua então, cita-me Alexandre, Filipe ou
mesmo Demétrio de Falera: eu os seguirei, caso tenham observado o
que desejava a natureza comum, e assim instruído a si mesmos;
mas, se eles buscaram somente encenar seus papeis [de
governantes], ninguém poderá me forçar a imitar o seu caminho. A
obra da filosofia é simples e modesta, não me induza ao orgulho
ou a insolência. 30. Contemple, como que do alto de uma montanha,
rebanhos aos milhares, ritos [religiosos] aos milhares, barcos de
todo gênero nas tempestades e nas calmarias, imensidões de
pessoas nascendo, convivendo e desvanecendo. Imagine também a
vida que outros viveram outrora, a que ainda se viverá e a que se
vive hoje entre as nações bárbaras: quantas delas sequer sabem o
seu nome, quantas logo o esquecerão, quantas que hoje o louvam, e
talvez em breve o repudiem. Assim, a fama de hoje é
insignificante, vale ainda menos do que a memória de amanhã, e
ambas são como nada [diante da natureza]. Convidamos você a se
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reflexões do estoicismo com as "Meditações" de Marco Aurélio.
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atemporal.
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