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Livro de Meditações de Marcus Aurélius - Livro IX Parte 8/10
Neste trecho do Livro de Meditações, somos lembrados de manter a
impassibilidade diante das causas externas e buscar a retidão e
justiça nas causas internas. O autor destaca a importância de
eliminar o supérfluo que perturba nossa paz de espírito, abrindo
espaço para contemplar o universo, meditar sobre a eternidade do
tempo e refletir sobre a brevidade da vida. Marco Aurélio nos
convida a observar o efêmero da existência, lembrando que tudo o
que vemos será eventualmente destruído, as testemunhas dessa
destruição desvanecerão, e tanto o que morre jovem quanto o que
morre em extrema velhice encontrarão o mesmo destino. Leia os
parágrafos: 31. Para o que surge de uma causa exterior, mostre a
face da impassibilidade. Naquilo que surge de uma causa em si
mesmo, busque a retidão e a justiça, isto é: que você seja
determinado na ação que visa o bem comum, pois é isto o que lhe
pede a sua própria natureza. 32. Você pode eliminar muitas coisas
supérfluas que lhe perturbam e subsistem inteiramente da sua
opinião, e abrir em si mesmo, daí por diante, um largo espaço
para abarcar com o pensamento o universo inteiro, para meditar
sobre a eternidade do tempo e considerar a rápida transformação
de cada coisa em particular; ou ainda para refletir sobre quão
breve é o intervalo que vai do nascimento à dissolução, e
igualmente acerca do tempo incomensurável que precede o
nascimento e, da mesma forma, acerca do tempo infindável que
ainda transcorrerá neste mundo após a sua morte. 33. Logo tudo o
que vê neste mundo estará destruído; as testemunhas da sua
destruição, igualmente terão desvanecido; e tanto quem morre em
extrema velhice quanto o que morre prematuro se encontrarão no
mesmo estado. 34. Quais são os princípios que guiam esta gente?
Qual é o alvo de seus esforços? Por que motivos têm afeição ou
estima? Busca contemplar suas almas profundamente, como se
estivessem nuas, e verá o quão pretensiosos são quando supõem
feri-lo com seus insultos, ou exaltá-lo com seus louvores. 35. A
morte é nada mais que transmutação, pela qual se cumpre a
natureza universal. E a natureza, em tudo o que realiza, é boa.
Tem sido assim por incontáveis séculos, e assim será por toda a
eternidade. E você, o que pragueja? Que todas as coisas sempre
foram e sempre serão falhas? Que, dentre tantos deuses, nenhum
teve a capacidade de corrigi-las? Que o mundo foi condenado a
males sem fim? Convidamos você a se inscrever em nosso canal para
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a natureza da vida, da morte e da busca pela virtude. Curta,
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a contemplar a essência da existência. Encontre inspiração para
viver com retidão e aceitar a transmutação da morte como parte da
natureza universal.
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