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Livro de Meditações de Marcus Aurelius - Livro XI Parte 5/10
Neste trecho, Marcus Aurélius nos convida a refletir sobre como
enfrentamos as perturbações causadas pelo medo e pela cobiça. Ele
sugere que, se não somos confrontados diretamente por essas
preocupações, muitas vezes somos nós mesmos que as buscamos ou
evitamos. O imperador-filósofo incentiva a contemplação serena,
buscando compreender verdadeiramente a natureza dessas
inquietações para que possamos transcender a busca incessante e,
assim, alcançar uma estabilidade interna. Marcus Aurélius também
destaca a importância da autenticidade nas relações
interpessoais, incentivando a manutenção da gentileza mesmo
diante de desrespeito, e aconselhando a evitar a hipocrisia na
expressão da sinceridade. Ele enfatiza a virtude de ser
transparente e autêntico, como uma marca de integridade que
transcende palavras. Leia abaixo o trecho do livro: 11. Se não
vêm para você as coisas que lhe inquietam, seja pelo medo ou pela
cobiça, é você mesmo que, de alguma forma, vai ao seu encontro.
No entanto, se passar a contemplá-las com serenidade,
compreendendo o que realmente são, elas permanecerão imóveis, e
você não mais as buscará nem evitará. 12. A esfera da alma
permanece inalterável quando, sem se projetar para fora nem
encolher para dentro, sem se dispersar nem contrair, brilha numa
luz que lhe revela a verdade universal, assim como a verdade que
reside em si mesma. 13. Fulano me destratou? Que seja. Quanto a
mim, me satisfaz falar e agir de modo que nenhum dos meus atos ou
palavras mereçam desprezo. Algum outro me odeia? Que seja. Quanto
a mim, permanecerei gentil e benevolente para com todos; mas
estarei pronto, se a situação permitir, a lhe mostrar o seu
engano [ao meu respeito], sem insultá-lo ou humilhá-lo, mas com
nobreza e sinceridade, como fazia o célebre Phocion [ou Fócion].
É do coração que deve nascer a mansidão, para que os deuses
possam vê-lo como um homem sem revoltas nem queixas. Além disso,
que mal há em fazer do seu momento presente o que for de melhor à
sua natureza? Ou, em receber agora o que a natureza universal
achou mais propício, tanto a você quanto a sua comunidade, uma
vez que o seu objetivo é contribuir para o bem comum? 14. Os
homens se desprezam mutuamente, e mutuamente se bajulam; querem
dominar uns aos outros, mas [também] se curvam uns aos outros.
15. Dizer a alguém: “Resolvi ser sincero contigo” é pura
hipocrisia! O que faz, ó homem? Para que se valer desta
introdução hipócrita? A sinceridade se revela de pronto, deve
estar gravada em sua face, na entonação da voz, em seu olhar –
como quem é amado a tudo compreende no momento em que olha nos
olhos do seu amor. O homem simples e virtuoso deve ter a mesma
característica do malcheiroso: apenas se aproxima e, quer ele
queira ou não, logo o percebe seu vizinho. Fato é que nada é mais
odioso do que a falsa amizade: evite-a acima de tudo. O homem
bom, simples e benevolente mostra pelo olhar o que é, sem a
necessidade de alguma explicação. Convido todos a explorarem as
profundas reflexões de Marcus Aurélius neste vídeo. Descubra como
enfrentar o medo e a cobiça com serenidade, e aprenda a cultivar
a autenticidade nas suas relações. Inscreva-se no canal para
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para espalhar a sabedoria estoica.
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